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O DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), localizado na Av. Capitão Noray de Paula e Silva, 135, no Jardim Panorama, é um órgão do Governo do Estado de São Paulo dotado de uma LITOTECA ("biblioteca de rochas") formada por um acervo de rochas, preservadas em vidros e catalogadas em gavetas de estantes, única no Estado e as amostras foram recolhidas (a cada dois metros de profundidade) em todas as perfurações de poços realizadas desde 1980. A Litoteca está aberta para visitas de estudantes e outros interessados, através de agendamento pelo telefone (16) 3332-3088. Outros recursos audiovisuais de interesse didático são encontrados no local, porque os geólogos e engenheiros do DAEE acreditam que através do conhecimento das rochas, da história geológica, é possível criar umas conscientizações ambientais das crianças e adolescentes. O Aqüífero Guarani é uma grande extensão de território com mais de 1 milhão de Km2, abrangendo parte do Sudeste e Sul do Brasil e partes do Paraguai, Uruguai e Argentina, no qual a rocha Arenito Botucatu tem uma das maiores reservas de água doce do mundo, armazenada no subsolo. No Município de Araraquara há uma parte (cerca de 20%) das rochas da superfície em que o Arenito Botucatu está exposto (sudeste do Município) e tem ótimas condições para que ocorra a recarga ou reabastecimento de água na rocha (como se fosse uma esponja), com as chuvas, os mananciais, etc. Em outras partes, o basalto, de origem vulcânica, que dá origem à terra roxa, dos canaviais, é que está na superfície, ou ainda, o arenito Bauru, responsável pelos solos arenosos em que encontra-se a maioria dos pomares. A existência do Aqüífero Guarani dá garantias de abastecimento de água para Araraquara, que já tem 11 poços com até 400 m de profundidade, mas exige grandes cuidados para que não ocorra a contaminação ou a poluição desta reserva.
LAJES COM VESTÍGIOS FÓSSEIS: O Arenito Botucatu, extraído das pedreiras da região do Ouro, no Município de Araraquara, desde o século XIX, teve suas lajes utilizadas para a construção de calçadas e guias de sarjetas, em grande espaço do centro histórico da cidade, além de aproveitamento em revestimentos de paredes, quintais, jardins de residências, entradas, etc. Foi também comercializado para muitas cidades da região. Há algumas décadas, devido ao pesquisador paleontólogo José Leonardi da Universidade Federal do Paraná, foram identificados vestígios e pistas de pegadas fósseis, de 130 milhões de anos, do período Cretáceo, Era Secundária, quando o clima da região era desértico quente e havia dunas como as do deserto do Saara atual. A ciência que estuda as pegadas fósseis chama-se Icnologia e é um setor pouco conhecido da Paleontologia. As pedreiras da região do Ouro foram largamente exploradas para obtenção das lajes, sem que se soubesse da presença das pegadas e outros vestígios das formas de vida existentes naquele período da história geológicos da região e que vem ganhando importância pelo fato da rocha sedimentar ser a formadora do Aqüifero Guarani, fundamental como reserva de água doce subterrânea. A identificação das lajes com pegadas pode ser relativamente fácil e várias delas tem seus endereços conhecidos. Outras lajes foram levadas para o Museu Nacional no Rio de Janeiro e para Curitiba. Outras ainda, têm sido identificadas em calçadas de centros de outras cidades da região, quando ocorrem demolições ou reformas de antigos casarões, como em Taquaritinga e Fernando Prestes e as lajes foram enviadas ao Museu de Paleontologia de Monte Alto, embora as lajes tenham sido extraídas na Pedreira São Bento. Nas calçadas do "Parque Infantil" há algumas lajes com interessantes pegadas, de diferentes tamanhos, sem nenhuma demarcação que as identifique. As primeiras notícias sobre as lajes datam de 1911 (o engenheiro de minas Jovino Pacheco encontrou na calçada em São Carlos 18 pegadas impressas na rocha arenito (extraída na região do Ouro, em Araraquara). |
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